Telma Saraiva • 13300

TELMA
SARAIVA

Artista visual, historiadora, professora, pesquisadora e gestora cultural.

Perfil organizado a partir do documento de apresentação fornecido, preservando as informações centrais do material de origem.

Partido dos Trabalhadores — PT

Deputada Estadual
Pará
Registro de Telma Saraiva em evento público
13300
01 • Perfil

Quem é Telma Saraiva?

Uma trajetória apresentada no documento como construída entre arte, educação, pesquisa, patrimônio, movimentos culturais e gestão pública da cultura.

Telma Saraiva é artista visual, historiadora, Mestra em Ciências das Artes pelo ICA-UFPA, professora, pesquisadora, gestora cultural e militante das políticas públicas de cultura.

Sua história começa em Icoaraci, em uma família tradicional de artesãos ceramistas que, nos anos 1970, participou da fundação da primeira Cooperativa de Artesanato do Pará, em plena ditadura militar. Desde criança, Telma trabalhou na olaria familiar. Foi entre a argila e as tintas que se tornou artista visual, participando de salões de arte e recebendo prêmios e reconhecimento dentro e fora do Pará.

Estudou nas escolas públicas Teodora Bentes e Avertano Rocha. Em uma época em que ainda não existia o Enem, ingressou na UFPA, onde se formou em História, com licenciatura e bacharelado, seguindo para o campo da História Cultural do Tempo Presente. Depois, tornou-se Mestra em Ciências das Artes pelo ICA-UFPA.

Sua experiência profissional sempre esteve ligada à cultura e à educação. Trabalhou na Fundação Curro Velho e na Casa da Linguagem, ministrando cursos de modelagem em argila, pintura, desenho e História da Arte. No Projeto Xundaraua, durante o Governo Ana Júlia-PT, entre 2006 e 2007, ministrou Patrimônio Cultural em uma iniciativa de inclusão social, capacitação profissional e desenvolvimento cultural para jovens e adultos.

Entre 2006 e 2017, também foi professora contratada pela Universidade do Vale do Acaraú, UEPA e PARFOR, pelas universidades UFPA e UFRA.

É mãe de três meninas e esposa de Pere Petit, professor pós-doutor de História da Universidade Federal do Pará.

02 • Linha do tempo

Uma trajetória construída ao longo dos anos.

Principais períodos e experiências citados no documento de apresentação.

Anos 1970

Família de artesãos ceramistas

Participação da família na fundação da primeira Cooperativa de Artesanato do Pará.

Infância

Olaria, argila e arte

Trabalho na olaria familiar e início da trajetória como artista visual.

Formação

UFPA e ICA-UFPA

Licenciatura e bacharelado em História; posteriormente, Mestrado em Ciências das Artes.

2006–2007

Projeto Xundaraua

Atuação com Patrimônio Cultural, inclusão social, capacitação profissional e desenvolvimento cultural.

2006–2017

Docência

Experiência como professora contratada pela Universidade do Vale do Acaraú, UEPA e PARFOR, pelas universidades UFPA e UFRA.

2013–2015

Ministério da Cultura

Atuação no Projeto Saúde e Cultura, com mapeamento de grupos culturais da Região Norte.

2015–2018

Conselho Nacional de Políticas Culturais

Cadeira de Patrimônio Imaterial; segunda mais votada no país, segundo o documento.

2017–2020

PT-PA

Secretária de Cultura do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras no Pará.

2021

Lei Paulo Gustavo

Criação e coordenação do Comitê da Lei Paulo Gustavo no Pará e participação na Operativa Nacional.

2022

Transição governamental

Participação no Grupo Técnico de Cultura da Comissão de Transição Governamental para o Governo Lula.

2023–1º sem. 2026

Ministério da Cultura no Pará

Coordenação do Escritório do Ministério da Cultura no Pará.

03 • Experiência

Uma experiência construída nas políticas culturais.

Atuações institucionais e profissionais descritas no documento-base.

Entre 2013 e 2015, Telma trabalhou no escritório do Ministério da Cultura, no Projeto Saúde e Cultura, realizando o mapeamento de grupos culturais da Região Norte.

De 2015 a 2018, integrou o Conselho Nacional de Políticas Culturais, ocupando a cadeira de Patrimônio Imaterial e sendo a segunda mais votada no país.

Em 2021, a pedido, à época, do senador Paulo Rocha, criou e coordenou o Comitê da Lei Paulo Gustavo no Pará e integrou a Operativa Nacional da Lei Paulo Gustavo, representando o Pará.

Em 2022, participou do Grupo Técnico de Cultura da Comissão de Transição Governamental para o Governo Lula.

Entre 2023 e o primeiro semestre de 2026, coordenou o Escritório do Ministério da Cultura no Pará, deixando a função para disputar uma vaga de deputada estadual.

04 • Cultura, território e memória

Cultura também é território, memória e resistência.

Ações e iniciativas culturais citadas no material enviado.

01

Arte

Artista visual com trajetória iniciada entre a argila e as tintas, participação em salões de arte e reconhecimento dentro e fora do Pará.

02

Educação

Professora e pesquisadora, com atuação em História, História da Arte, modelagem em argila, pintura e desenho.

03

Patrimônio

Experiência com patrimônio cultural, políticas públicas, patrimônio imaterial e iniciativas ligadas à memória de Icoaraci.

04

Gestão cultural

Atuação em instituições e projetos de cultura, incluindo Ministério da Cultura, Conselho Nacional de Políticas Culturais e gestão cultural no Pará.

05

Cultura popular

Participação em iniciativas como o Coletivo Cultural Ideias Aí, Janeiro Cabano e ações relacionadas ao Carimbó.

06

Políticas públicas

Trajetória ligada à formulação, gestão, acompanhamento e mobilização em torno de políticas culturais.

Como militante do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, Telma foi Secretária de Cultura do PT-PA entre 2017 e 2020.

Como ativista cultural, participou da fundação, junto a muitas mãos, do Coletivo Cultural Ideias Aí, que durante cinco anos lutou pela manutenção da Biblioteca Avertano Rocha, pelo restauro do Chalé Tavares Cardoso e da estação ferroviária de Icoaraci, que hoje abriga a Estação Cultural, importante equipamento cultural de Icoaraci.

Foi também por meio do Coletivo Cultural Ideias Aí que nasceu o Janeiro Cabano, com o Cortejo Cultural Cabano, a Medalha de Honra ao Mérito Cabano e a Roda de Conversas das Mulheres Cabanas.

O primeiro cortejo aconteceu em 2017, da Pedra do Peixe até a 13 de Março. Em 2018, seguiu em direção à Praça da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Em 2019 e 2020, o Cortejo Cultural Cabano reviveu a Feira do Açaí, depois de muitas conversas com os feirantes para que o cortejo terminasse naquele espaço.

Essa construção trouxe para a Feira do Açaí mais um espaço de identidade e resistência da cultura popular e, principalmente, do Carimbó.

05 • Síntese do documento
Uma história que começou na olaria de Icoaraci e passou pela arte, educação, pesquisa, patrimônio, movimentos culturais, políticas públicas e gestão federal da cultura.
Cultura é Direito.
Identidade é pertencimento.
Cultura gera trabalho.
E cultura também constrói futuro.
Documento-base: “TELMA SARAIVA — 13300”, apresentação fornecida nesta conversa. O conteúdo desta página foi organizado a partir do texto do documento, sem acrescentar biografia ou realizações que não estejam nele.

Conferência: nomes, cargos, datas, instituições e demais informações devem ser conferidos pela equipe responsável antes da publicação definitiva.